O número de casos de índios contaminados com malária na Reserva Avá-Guarani de Santa Rosa do Ocoí, em São Miguel do Iguaçu (43 km a nordeste de Foz do Iguaçu) aumentou de 11, registrado na quinta-feira passada, para 15. A quantidade pode subir conforme forem divulgados os exames dos 468 índios.
A 9ª Regional de Saúde, em Foz, comunicou ontem que a maioria dos infectados têm de 1 a 17 anos de idade. A doença também atingiu uma senhora de 65 anos. Cinco deles já receberam alta e 10 estão em tratamento à base de comprimidos. Não existe vacina contra a malária, cujos principais sintomas são febre alta e dores na nuca. A doença, se não tratada, pode levar à morte.
Apesar do foco ter sido aparentemente controlado, a Fundação Nacional de Saúde (FNS) iniciou anteontem a segunda etapa da operação contra o mosquito Anopheles darlingi, trasmissor da moléstia. Depois de passar veneno contra o inseto em 114 ocas, os agentes começaram a pulverização nas casas situadas ao redor da aldeia.

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