Brasília, 22 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, ficou irritado com as afirmações feitas pelo deputado Luiz Antonio de Medeiros (PFL-SP), durante debate na comissão especial da Câmara que discute o aumento do mínimo. Segundo Medeiros, a exposição inicial do ministro teria sido para tentar convencer os deputados a não dar um aumento para o mínimo ou reduzi-lo. Malan foi enfático na resposta: "O senhor colocou palavras na minha boca. Isso é uma maldade e uma inverdade. Como diria meu filho de 6 anos, é ruim, hein?".
Ainda respondendo ao deputado Medeiros, Malan garantiu que jamais proporia a redução do salário mínimo. "Não fiz, nunca fiz e nunca vou fazer (essa proposta)", afirmou. O ministro também deixou claro que, apesar da discussão do mínimo ser "política com P maiúsculo", o debate sobre o tema não pode deixar de considerar aspectos econômicos e fiscais. Medeiros acusou o ministro de ter apresentado uma "numerologia".
Para Malan, os números apresentados são os elementos que fundamentam a discussão sobre um reajuste do mínimo. Malan também ficou irritado com o deputado, que o acusou de não ter comentado em nenhum momento o impacto fiscal do aumento do teto salarial do funcionalismo público, que passou de R$ 10.800 para R$ 11.500. O ministro afirmou que foi convidado para a comissão para discutir os impactos do aumento do salário mínimo, mas enfatizou que a polêmica sobre o teto deve ser discutida pelos parlamentares, já que, no poder Judiciário, o aumento será de menos de 7%, no Executivo, não haverá aumento e, no Legislativo, a elevação do teto deve ser de 43%, já que, atualmente, o teto salarial dos deputados é de R$ 8.000.

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