Malan rejeita revisão de metas com o FMI
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terça-feira, 29 de fevereiro de 2000
Por Adriana Fernandes 
Brasília, 01 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, rejeitou hoje a possibilidade de revisão da meta de superávit primário (receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros) das contas do setor público acertada com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para este ano. Segundo o ministro, a meta de superávit continuará sendo de 3,25% do Produto Interno Bruto (PIB).
"Essa é uma questão já decida no governo", disse Malan
por intermédio da sua Assessoria de Imprensa. "Seguiremos perseguindo uma política fiscal consistente com o objetivo de reduzir a relação dívida líquida e PIB", assegurou o ministro da Fazenda.
Pelo acordo acertado com o FMI, o Brasil se comprometeu a chegar ao ano 2001 com uma relação dívida pública/PIB de 46 5%.
De acordo com o ministro, a redução dessa relação é o "alicerce fundamental para redução segura da taxa de juros e do desenvolvimento econômico e social."
Malan insistiu que é necessário manter o "rumo" traçado para a economia. "Precisamos manter o rumo já traçado em nome da estabilidade e do crescimento da economia brasileira no curto, médio e longo prazos", justificou Malan.
Esforço - O esforço fiscal de 3,25% do Produto Interno Bruto para este ano, negociado com o FMI, representará uma economia de R$ 36,770 bilhões nas contas do governo federal, dos Estados e municípios.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, admitiu, na terça-feira, que o governo poderá rever algumas referências que definem em 46,5% a relação da dívida pública com o PIB.
Desde que foi fechado o acordo com o FMI, no fim de 1998
o Brasil vem cumprindo todas as metas fiscais firmadas.
Depois do Carnaval, um nova missão do fundo é esperada no País para fazer a quinta revisão (ou confirmação) do acordo e verificar o cumprimento das metas acertadas.


