Brasília, 19 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, concorda que os mercados de risco do Brasil nos últimos dias desenvolveram um mau-humor na formação das expectativas sobre o cenário político-econômico de curto prazo.
Apesar da conjuntura política indicar, de fato, um quadro de aparente deterioração, principalmente associada à queda da popularidade do presidente Fernando Henrique Cardoso, o ministro da Fazenda garante que, olhando o cenário dos próximos dois ou três anos, é possível prever a recuperação da atividade econômica de forma sustentada com a economia crescendo ao ritmo de 4% anual.
O cenário com o qual trabalha Malan ratifica as metas de inflação acertadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) - 6% em 2000 e 4%, em 2001, com a margem de 2% para cima ou para baixo.
O ministro da Fazenda reafirma que a agenda do Congresso estará centrada nas propostas de Lei de Responsabilidade Fiscal, reforma tributária e projetos que complementam a reforma da Previdência.
Os dois novos projetos de Lei da Previdência, que serão submetidos ao Congresso, exigirão votação apenas de maioria simples, o que, na avaliação do ministro e dos principais assessores dele, facilitará a aprovação.
O secretário de Política Econômica, Edward Amadeo, estima que, aprovados estes projetos, no terceiro ano da vigência das novas medidas, o déficit da Previdência deverá estar estabilizado em R$ 12 bilhões.
A expectativa é de que as medidas complementares à reforma da Previdência poderão proporcionar um ganho anual de cerca de R$ 1,5 bilhão.

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