Rio, 07 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, negou hoje que o governo tenha abandonado o controle das contas externas em benefício de taxas maiores de crescimento este ano. Segundo ele, a redução da alíquota de importação de cerca de 300 produtos anunciada esta semana pelo governo tem um peso pequeno na balança comercial brasileira. "Não vamos dar uma dimensão maior do que os 300 ítens da pauta tem", afimou.
Ele lembrou que a lista de produtos contemplados pela medida é formada basicamente por máquinas e equipamentos usados na indústria e que não tem similares no mercado interno. "Os produtos escolhidos não são produzidos no Brasil, mas tem grande importância no processo de modernização tecnológica, desenvolvimento e investimentos em curso no País", ressaltou.
O ministro destacou que não é objetivo do governo expandir para outros segmentos o estímulo à importação. "Estamos falando de algo bem mais restrito", disse. "Não vai se repetir o passado, quando se chegou a ter mais de quatro mil itens." Malan participou hoje de uma reunião com o novo ministro Economia da Argentina, José Luiz Machinea. No encontro, ficou acertado que os dois países vão trabalhar para fortalecer o Mercosul este ano, quando a presidência do bloco será comanda no primeiro semestre pela Argentina e no segundo pelo Brasil. Um dos projetos será a harmonização do mercado de capitais na região, mas não quis detalhar como será desenvolvido o estudo.
A intenção dos ministros é trabalhar na busca de um convergência de políticas macroeconômica, que permitam o bom desenvolvimento dos países membros do bloco. Malan revelou que uma das prioridades deste ano será discutir a padronização das estatísticas, para que se possa traçar parâmetros para as economias do Mercosul.
Os dois ministros enfatizaram que os entraves comerciais entre a Argentina e o Brasil nos últimos meses não vão impedir o desenvolvimento do Mercosul. Segundo eles, a região sempre conseguiu solucionar seus problemas comerciais de modo que as duas partes saiam beneficiadas.