Agência Folha,
de Brasília
O ministro Pedro Malan (Fazenda) descartou ontem, em depoimento à CPI dos Medicamentos, a possibilidade de o governo voltar a adotar o tabelamento dos preços de remédios. No mês passado, depois de depor na CPI, o ministro José Serra (Saúde) afirmou à imprensa que poderia vir a defender o controle de preços de remédios no País se o seu ministério concluísse que essa seria a melhor saída para o setor.
Ontem, alguns deputados da comissão, argumentando que as declarações de Malan e de Serra seriam conflitantes, cobraram do ministro da Fazenda uma posição de governo sobre a questão de controle de preços. Para Malan, sua posição não é diferente da de Serra. ‘‘Sou contra o congelamento de preços do tipo que experimentamos no passado, mas existe uma série de políticas que podem ser consideradas exercícios de controle.’’
O secretário de Acompanhamento Econômico, Claudio Considera, disse que algumas iniciativas que podem ser tomadas para estimular a redução de preços seriam a liberação da venda de remédios sem receita médica em supermercados e a inclusão do reembolso de medicamentos nos planos de saúde.

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