Brasília, 6 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, se recusou a comentar o momento da demissão do presidente do Banco Central, Gustavo Franco e os reflexos no mercado financeiro. "Me reservo no direito de não entrar em decisões presidenciais", disse o ministro. Em entrevista a uma emissora de rádio, nesta manhã, Malan lembrou que há algum tempo havia um número expressivo de "participantes da cena nacional" que gostariam que Gustavo Franco saísse do Banco Central. "Isso era público, era notório, inclusive com movimentações de natureza política que se faziam nessa direção", ressaltou o ministro. Ele admitiu que para muitos analistas, a saída de Franco era uma indicação de mudanças na política cambial. "Mudanças de política cambial são eventos problemáticos, em qualquer parte do mundo, principalmente quando acopladas simultaneamente com mudanças na presidência do Banco Central", acrescentou.

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