Malan garante que reunião com FHC e diretores do BC foi social
Brasília, 6 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse também, durante entrevista concedida a uma emissora de rádio, nesta manhã, que o jantar, ontem à noite, com o presidente Fernando Henrique Cardoso e a diretoria do Banco Central, no Palácio da Alvorada, foi uma reunião formal, sem pauta definida. Segundo o ministro, o presidente já tinha manifestado o interesse de convidar a diretoria do banco para conhecer a nova equipe e obter mais informações sobre a economia brasileira. O ministro lembrou que o presidente Fernando Henrique embarcará amanhã para Washington, quando fará um pronunciamento na reunião anual do Eximbank.
Juros - Malan assegurou que na reunião de ontem à noite
no Palácio da Alvorada, não foi discutida a questão dos juros. "Não se toma decisão sobre taxa de juros em almoços ou em jantares sociais". disse o ministro. "Essas decisões são tomadas nas reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que acontecem depois que o mercado encerrou suas atividades", lembrou. "Isso é uma prática que existe e que manteremos"
FEF - Segundo Malan, o governo optou por desistir do Fundo de Estabilização Fiscal, a partir de dezembro deste ano, porque a prorrogação dele significaria a necessidade de aprovação de uma nova emenda constitucional. "Nós vamos encaminhar uma proposta ao Congresso em que vamos insistir na importância da desvinculação para gestão orçamentária federal e vamos continuar insistindo nela, desde que não afete as finanças dos Estados", disse.
Inflação - O ministro da Fazenda vê com satisfação a revisão "para melhor" de todas as estimativas iniciais de inflação para este ano. Eu acho que essas revisões são positivas e mostram que a maioria da população brasileira não deseja o retorno da inflação e espera que o governo tome as medidas necessárias para permitir que a inflação permaneça sob controle, com a retomada gradual do crescimento sustentado. Malan lembrou das projeções pessimistas de cinco grandes bancos que previam em janeiro, depois da desvalorização cambial, uma inflação de até 85%. Nós dissemos desde o início que isso era ridículo e que não se materializaria".
Exportações - Malan reafirmou que o governo tem como absoluta prioridade o crescimento sustentado das exportações brasileiras, a curto, médio e longo prazo, tanto na área de agribusiness, quanto da indústria e serviços. "Eu acho que temos todas as condições de fazê-lo", disse o ministro. "O Brasil é talvez hoje, a última grande fronteira agrícola do agribusiness do mundo", ressaltou. "Acho que nossa indústria vem mostrando com o desenvolvimento tecnológico dos últimos anos
sua capacidade de competir internacionalmente, e acho que o Brasil tem todas as condições de entrar também no mercado de serviços", observou. "De modo que tenho toda confiança na nossa capacidade, a médio e longo prazo, de ter as nossas exportações crescendo de forma sustentada"





