Montevidéu, 06 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan
evitou comentar as declarações feitas pelo ex-ministro das Comunicações e vice-presidente nacional do PSDB para Assuntos de Política Econômica, Luís Carlos Mendonça de Barros, sobre a política cambial brasileira, que, segundo as críticas dele, seria insustentável neste momento. Malan disse: "Seria uma irresponsabilidade da minha parte comentar declarações que não vi e não li; desculpem-me, mas não vou o fazer." Sobre a publicação no jornal argentino "Clarín" de que o Brasil poderia desvalorizar a moeda até dezembro, o ministro disse também que não cabia a ele fazer declarações ou comentários sobre uma eventual afirmação do ministro da Economia argentino, Roque Fernandez, e quem deveria responder deveria ser ele mesmo, que participava, ao lado de Malan, de uma entrevista coletiva à imprensa.
Fernandez, por sua vez, disse nunca ter dito que o Brasil faria uma desvalorização da moeda. Essas supostas declarações, afirmou Fernandez, "foram atribuídas a mim e eu as nego".
De acordo com ele, o Brasil adotou, a partir de janeiro, uma política cambial que está determinada desde então. "Quero esclarecer que esses rumores atribuídos a mim não são verídicos", afirmou. Indagado ainda sobre esse assunto, Malan disse que essas declarações publicadas no jornal argentino são "uma tolice de quem não entende nada". "O ministro Fernandez não é tolo", acrescentou Malan.

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