Malan é beque central e Clóvis, centro-avante, diz Arruda
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 01 de setembro de 1999
Por Ariosto Teixeira 
Brasília, 2 (AE) - O líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), disse que não viu incompatibilidade entre os discursos feitos pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Clóvis Carvalho, e da Fazenda, Pedro Malan, hoje na abertura do seminário "Crescimento e Estabilidade", promovido pela Fundação Teotônio Vilela, do PSDB.
"O time é um só. O Malan é o beque central e o Clóvis, o centro-avante. Às vezes, o beque precisa ajudar o cento-avante
e em outras ocasiões, é o centro-avante que recua para ajudar o beque", disse Arruda.
Segundo ele, tanto Carvalho quanto Malan vocalizaram o pensamento do partido. "Não queremos uma bolha de crescimento, como disse o ministro Pedro Malan, mas achamos, como pensa o ministro Clóvis, que dá para arriscar mais, removendo ferrugens da máquina do Estado, para que o crescimento se acelere", afirmou.
O líder disse também que Carvalho desempenhou com perfeição o papel de ministro do Desenvolvimento. Avaliação semelhante fez o presidente do Instituto Teotônio Vilela, Lúcio Alcântara (PSDB-CE). Na opinião dele, Carvalho "interpretou bem a angústia do desenvolvimento, do partido e da sociedade brasileira".
A exemplo de Arruda, também Alcântara não considera que o ministro do Desenvolvimento tenha feito um pronunciamento contrário às orientações de política econômica de Malan. Segundo ele, o pensamento desenvolvimentista do governo tem como pré-requisito o controle da inflação e a responsabilidade fiscal. "E isso, o ministro Clóvis deixou bem claro", disse Alcântara.


