Salvador, 20 (AE)- O salário mínimo foi o centro do debate que o ministro da Fazenda, Pedro Malan, travou, agora há pouco, na Associação Comercial da Bahia com o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). A discussão foi presenciada por 218 empresários. Malan provocou ACM na sua palestra ao afirmar que até admite o tom "emocional" da discussão sobre o aumento do mínimo, "desde que a racionalidade e a maturidade política prevaleçam", declarou, logo depois de explicar os danos que um aumento excessivo poderia causar no caixa do governo e dizer que é uma questão de "justuiça social" que se busca.
Magalhães que estava compondo a mesa do "Café da Manhã com os Empresários", como convidado, pediu a palavra para responder. "Quero dizer a vossa excelência que vamos lutar por um mínimo acima dos R$ 150,00 pois não é um salário à altura do nosso País: todos os países em torno do Brasil pagam duas, três vezes mínimo maior que esse", disse.. "Ninguém defende direitos humanos com um salário mínimo desses", declarou em tom de voz elevada, explicando que não poderia sair do local sem mostrar sua posição. Em seguida, ofereceu a réplica ao ministro da Fazenda, que apesar de constrangido, manteve sua posição. "Nossas melhores estimativas, feitas em conjunto entre os ministérios da Fazenda, Previdência, Trabalho mostram que cada R$ 5 acima dos R$ 145,00 previstos no orçamento, representam R$ 1 bilhão a mais nos gastos do governo, R$ 10 de aumento, R$ 2 bilhões adicionais e assim por diante, portanto nós temos a obrigação de levar em conta como vamos equacionar esse problema com o propósito de não deixar naufragrar o esforço que nós estamos fazendo ao longo dos últimos anos para tratar de maneira fiscalmente responsável as nossas obrigações".

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