Malan diz que pobreza não será reduzida com mágica
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quinta-feira, 29 de julho de 1999
Por Gustavo Alves 
Rio, 30 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, afirmou hoje, no Rio, que não será com "mágica, pirueta, canetada ou ato voluntarioso" que se conseguirá reduzir a pobreza no Brasil, ao comentar as medidas defendidas pelo presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-RJ) para resolver a questão. "É óbvio que ninguém é contra a redução da pobreza absoluta do Brasil, que nos envergonha", afirmou Malan, na Associação Comercial do Rio, onde participou de almoço no qual fez palestra sobre o futuro do real.
Malan afirmou que a redução da inflação foi uma contribuição importante para a redução da pobreza. "Temos muito
no País, a idéia de que, de Brasília, deve sair um plano salvador que signifique o fim da pobreza no Brasil", criticou Malan. "Se fosse assim, todos os problemas já deveriam ter sido resolvidos." Ele afirmou que indicadores como expectativa de vida, mostram que, aos poucos, a situação social brasileira "não vem piorando".
Ao comentar o pacote antipobreza lançado por ACM, o ministro lembrou que qualquer programa envolvendo gastos governamentais tem de estar comprometido com as metas estabelecidas pelo governo em outubro. As metas prevêem, até 2001, que a dívida pública fique igual a 46% do Produto Interno Bruto (PIB). "É óbvio que há margens para discussão para a reestruturação do gasto público", ressalvou Malan.
Malan informou que, ainda neste semestre, o governo deve conseguir, no Congresso, a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal, um dos principais instrumentos para controle dos gastos públicos. Outro deles, a reforma tributária, deve ter o relatório apresentado na comissão responsável pelo tema na Câmara neste trimestre para, em seguida, ser levada a votação no plenário.


