Malan diz que PIB poderá ter crescimento real em 99
Washington, 24 (AE-Dow Jones) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, afirmou em Washington que o Brasil poderá ter "um leve crescimento real do PIB em 1999". A declaração foi feita, durante uma conferência preparatória à reunião anual do FMI. Segundo Malan, o País deverá ter um crescimento real médio do PIB de 4% ao longo dos próximos três anos. O ministro também afirmou que as metas fiscais para os dois últimos trimestres deste ano serão cumpridas. O acordo com o País com o FMI prevê um déficit primário de R$ 30,19 bilhões.
De acordo com o ministro, o cenário positivo para o crescimento da economia brasileira deverá permitir uma queda do desemprego. Malan reconheceu que o desempenho da balança comercial não foi tão bom como se previa depois da desvalorização do real, em janeiro, mas ressalvou que a situação do balanço de pagamentos é "completamente sustentável". Para ele, o País deverá fechar o ano com um déficit em conta corrente inferior aos US$ 33,6 bilhões registrados em 1998, e ele será "em sua maior parte, se não totalmente, financiado com investimento estrangeiro direto". Até o fim de agosto, o investimento estrangeiro direto no Brasil em 1999 somava US$ 19 9 bilhões, de US$ 26 bilhões durante todo o ano de 1998.
Malan reafirmou o compromisso do governo com o esforço para a aprovação, pelo Congresso, de três reformas estruturais consideradas essenciais: a regulamentação da reforma da Previdência, a lei de responsabilidade fiscal e a reforma tributária. O ministro destacou que a queda contínua da aprovação ao presidente Fernando Henrique Cardoso em pesquisas de opinião não deverá impedir as reformas. Malan também disse estar otimista quanto à retomada dos fluxos de investimento no começo do ano que vem, depois de diminuírem as preocupações com o "bug do milênio". Para ele, os mercados perderam liquidez devido a um "comportamento defensivo" relacionado à preparação para possíveis problemas nessa área. "O que nós vamos observar, após o começo do ano 2000, é que há um volume significativo de liquidez disponível para empréstimos aos mais importantes dos chamados mercados emergentes.





