São Paulo, 31 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse hoje que a política exige vocação, paixão, ambição, dedicação exclusiva e, sobretudo, votos. "Não me enquadro neste perfil", disse, respondendo sobre uma eventual candidatura à Presidência da República, como sugeriu recentemente o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães.
A respeito do assunto, disse que a única explicação plausível para ver seu nome cogitado é a expectativa do desempenho da economia brasileira nos próximos três anos. Listando taxa expressiva de crescimento do PIB, redução do desemprego e estabilidade da inflação, o ministro disse que estes seriam dados positivos para justificar uma candidatura, mas que não seriam méritos apenas dele e sim de toda a equipe de economistas que trabalha no governo desde a adoção do real.
Do seu ponto de vista, ele se disse um profissional realizado pelos 34 anos de carreira no setor público. "Não tenho ambições políticas". Ao ser perguntado se não seria a melhor opção do PSDB para concorrer à sucessão de FHC, Malan disse: "Em política, isso não existe. Não faltam nomes."

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