Brasília, 25 (AE) - A inflação deste ano deverá ser inferior aos 16,8% embutidos nas estimativas apresentadas ao Fundo Monetário Internacional (FMI). "Esperamos fazer muito melhor do que isso", disse hoje o ministro da Fazenda, Pedro Malan, em depoimento na Câmara dos Deputados. Ele explicou que a estimativa refere-se ao Índice Geral de Preços (IGP), que considera também a variação de preços no atacado, mas o importante para a população será o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que capta a elevação de preços no varejo. "Certamente, o índice de preços ao consumidor será significativamente menor do que os preços de atacado", afirmou.
Malan esclareceu, ainda, que os 16,8% não representam nenhuma meta assumida pelo governo com o FMI. Em abril, o Banco Central realizará um seminário para discutir a adoção de metas de inflação como linha de atuação para a política econômica do governo, conhecida como "inflation targeting". Com a adoção desse novo mecanismo, o governo estará adotando metas para a inflação.
Quando passar a operar com o "inflation targeting", o governo fixará metas para períodos longos, de um a dois anos, segundo informou Malan. Ele disse, também, que a meta será representada por um intervalo de inflação, e não por um número exato. O "inflation targeting" já foi adotado com sucesso em países como Inglaterra, Espanha e Nova Zelândia.
Durante o road-show que fez pela Europa na semana passada, Malan e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, convidaram autoridades de países que adotaram esse mecanismo a vir ao Brasil para discutir sua adoção. "Parece-me, de longe, a melhor alternativa para o País", disse Fraga.

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