Malan defende produtividade como caminho para crescimento em texto enviado ao PSDB
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quinta-feira, 02 de setembro de 1999
Por Adriana Fernandes e Renato Andrade 
Brasília, 03 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, encaminhou ontem à noite um texto à Executiva do PSDB, no qual defende o aumento da produtividade e a redução dos custos como o caminho para o crescimento sustentado da economia brasileira. Para o ministro, o crescimento futuro do País depende do aumento da produtividade média da economia. A distribuição do texto - colocado também na página do Ministério da Fazenda na Internet - é uma resposta de Malan ao discurso do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Turismo, Clóvis Carvalho, ontem, no "Desenvolvimento com Estabilidade", organizado pelo Instituto Teotônio Vilela.
"Ser desenvolvimentista, hoje, no Brasil, é defender o aumento da produtividade, a redução de custos, o aumento da competição e o aumento da eficiência operacional tanto do setor público quanto do setor privado", afirma Malan no documento "Perspectivas do Real e Diretrizes para o Desenvolvimento". No discurso feito ontem, Clovis Carvalho afirmou que o governo precisava ousar mais e que o excesso de cautela poderia ser entendido como "covardia".
No documento enviado aos líderes do PSDB, o ministro da Fazenda é muito mais incisivo do que foi no debate com Clóvis Carvalho. "Ser desenvolvimentista hoje no Brasil é expressar a necessidade de responsabilidade fiscal, e não de irresponsabilidade fiscal, achando que o Estado tudo pode", afirma o ministro acrescentando: "ser desenvolvimentista hoje é
quando for o caso, e se for o caso, de defender subsídios a um determinado tipo de atividade prioritária, fazê-lo com transparência, exigindo que esses recursos estejam claramente identificados no orçamento e amplamente debatidos, de forma que a sociedade saiba o que está pagando e quanto está custando a prioridade que requer aquele tipo de subsídio".
Para o ministro, "ser desenvolvimentista é olhar para a frente, para o futuro, sem ilusões, sem demagogias, sem a falsa expectativa de que bastam atos de voluntarismo explícito". O texto também foi colocado na página do Ministério da Fazenda na Internet (www.fazenda.gov.br) com o título "Como o Brasil deve crescer".


