Brasília, 02 (AE) - A criação do imposto verde poderá esbarrar na resist$ncia da equipe econômica em ampliar o leque de tributos. Em conversa com a bancada do PFL hoje, na Câmara, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, teria criticado a criação do tributo fora do âmbito da reforma tributária. "Ele afirmou que não é possível impor mais sacrifícios ao povo e que a carga fiscal já é muito elevada", contou o deputado Pauderney Avelino (PFL-AM), relator da emenda da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A posição do Ministério da Fazenda tem sido a de que a discussão do imposto verde venha no âmbito da reforma tributária.
Segundo Avelino, o ministro da Fazenda também reafirmou que a eficiência no setor público será buscada pelo governo federal por meio de dois caminhos: o combate ao desperdício "de todo tipo" e o reforço dos mecanismos tradicionais de cobrança de tributos, "não pelo aumento de impostos". Durante o encontro com o PFL, também foi levantada a necessidade da reforma tributária. Ainda de acordo com o relato dos políticos, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente, teria afirmado que esta é uma reforma "inadiável".
Mesma afirmação teria sido feita pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, que recebeu a bancada do PFL no Palácio da Alvorada. Segundo o líder do partido na Cãmara, Inocêncio Oliveira (PE), o presidente teria dito que a criação do imposto verde é importante, mas a discussão deve vir no âmbito da reforma tributária.
Na Câmara, o deputado Francisco Rodrigues (PFL-RR) indagou o ministro da Fazenda sobre se havia algum tipo de exigência por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI) para incluir as privatizações do Banco do Brasil (BB) e da Petrobras entre as medidas de ajuste fiscal. O ministro, segundo o relato de um dos participantes, respondeu que não existe na pauta de conversações com o Fundo Monetário nenhuma exigência que envolva discussão de privatização dessas instituições. "Não existe exigência de privatização de empresa A,B ou C", teria respondido Malan.
De acordo com a memória dos pefelistas, o ministro teria dito que o que existe é uma demanda sobre o empenho do governo na continuidade do programa de privatização.

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