Brasília, 14 (AE) - O presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), disse há pouco, no discurso que proferiu da tribuna do Senado, que recebeu fax do ministro da Fazenda, Pedro Malan, convidando a comissão do partido instalada para discutir as propostas de reajuste do salário mínimo a dialogar com a equipe dele. Segundo Bornhausen, a audiência deverá ser pedida ainda para esta semana. O senador disse ainda que, além da proposta do deputado Luiz Antônio de Medeiros (PFL-SP) de reajuste do salário mínimo para o equivalente a US$ 100,00 e abono em valor equivalente a US$ 50,00 para quem recebe até três salários mínimos, a comissão vai também estudar duas sugestões do economista Paulo Rabello de Castro, apresentadas na sexta-feira (11). As sugestões, segundo Bornhausen, são para se atingir a meta proposta por Medeiros. Uma das sugestões de Castro estabelece uma tabela cuja faixa de US$ 100,00 incide apenas sobre o primeiro degrau da escala salarial, o que minimizaria o impacto inflacionário. A outra propõe o exame da criação do salário de referência previdenciário. Bornhausen informou ainda que a comissão do PFL, presidida pelo senador José Jorge (PE), conta com a participação voluntária do ministro da Previdência Social, Waldeck Ornélas. Usando várias vezes a expressão "avançando sem nunca recuar", que ele qualificou como marca do PFL, esboçando até mesmo a história do partido, o senador disse ainda, no pronunciamento, que o PFL, como integrante da base do governo e maior partido numericamente no Congresso, abriu o debate sobre o reajuste do salário mínimo porque deseja receber sugestões e está aberto ao diálogo com os demais partidos e a sociedade organizada. "O PFL quer o diálogo para que, com responsabilidade, possamos conseguir o melhor e o possível, evitando um veto do Executivo e a frustração dos anseios legítimos do trabalhador brasileiro", afirmou. Bornahusen encerrou o pronunciamento dizendo que o PFL "se orgulha de não conjugar o verbo recuar".

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