Malan: Brasil não precisa receber imposições e exigências
Brasília, 24 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse há pouco que é um equívoco a interpretação de que o Fundo Monetário Internacional coloque exigências e imposições ao Brasil no acordo de ajuda internacional. "Eu vejo que qualquer número que aparece nos documentos é lido de uma maneira de que há uma exigência e imposição da instituição. Obviamente, é um equívoco", disse o ministro, durante exposição na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
Segundo Malan, este tipo de interpretação serve para discursos políticos, mas é equivocado. Ele fez questão de ressaltar que o Brasil não precisa receber imposições e exigências. Segundo ele, a base de todo o acordo com o FMI foi feita pelo governo, em Brasília, em 8 de setembro do ano passado
quando o governo anunciou suas metas para a estabilização da relação dívida pública-PIB, muito antes, portanyto, de o acordo ser negoci ado com o Fundo. "Não precisamos, não temos complexo de inferioridade e dependência cultural. Não precisamos receber imposições e exigências. Nós estamos fazendo o que deve ser feito, e baseado em algo que foi dito em público", afirmou Malan. Ele disse, ainda, que a decisão de reduzir o porcentual da dívida em relação ao PIB até o ano 2000 foi do governo brasileiro, o mesmo tendo acontecido com as metas de superávits primários crescentes do setor público consolidado. "Foi decisão nossa", assegurou Malan. Ele afirmou, ainda, que o acordo com o FMI teve que ser revisado por causa da mudança no regime cambial brasileiro, que exigiu alterações nos parâmetros do acordo. Ele enfatizou, no entanto, que os valores do acordo são exatamente os mesmos negociados no ano passado.





