Malan admite estudo para prorrogar alíquota extra do IRPF
Brasília, 19 (AE) - O fechamento das contas do governo central em 2000 contará com o reforço de algumas receitas adicionais. O ministro da Fazenda, Pedro Malan, admitiu a existência de estudos para prorrogação da cobrança da alíquota de 27,5% do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).
O adicional de 2,5 pontos porcentuais deveria vigorar somente até dezembro. Outra iniciativa em estudo é a desvinculação de 20% das receitas federais em substituição ao Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), cuja vigência termina no fim deste ano.
A desvinculação - que só afetará recursos federais, não interferindo nas finanças de Estados e municípios - poderá ser encaminhada ao Congresso por meio de nova emenda constitucional.
O governo estará perdendo com o fim do FEF, no máximo, R$ 1,7 bilhão segundo o secretário de Política Econômica, Edward Amadeo. Ele disse que estão equivocadas as estimativas de uma perda de R$ 11,7 bilhões, com a qual trabalham setores do mercado financeiro.
Amadeo lembra que o governo apenas deixará de ter disponibilidade da parcela do FEF referente aos Estados e municípios, exatamente o R$ 1,7 bilhão.





