Rio, 09 (AE) - Um mal-entendido entre policiais terminou em troca de tiros, hoje pela manhã, perto do shopping São Conrado Fashion Mall, em São Conrado, na zona sul do Rio. Dois policiais militares e um civil, que trabalham como seguranças do empresário Arthur Sendas Filho, desconfiaram de dois homens em um Passat de placa amarela, que teria emparelhado com o carro do empresário. Os "suspeitos" eram os sargentos Paulo Sérgio Rodrigues da Cruz e Jorge Natalino, que seguiam à paisana para o 23º Batalhão de Polícia Militar (Leblon). Cruz e o motorista da Blazer ocupada pelos policiais, Júlio César Noga Barbosa, ficaram feridos.
"Foi uma precipitação de ambas as partes, um grande mal -entendido", afirmou o delegado da 15ª Delegacia de Polícia (Gávea), Antônio Carlos Rocha, que investiga o caso. Os depoimentos colhidos pelo delegado são contraditórios. Num deles
o cabo do 21º BPM (Vilar dos Teles) Sérgio Augusto Lira conta que eles estavam desconfiando da aproximação do Passat. Quando os carros ficaram lado a lado, houve discussão. Ele disse ter ouvido disparos, que teriam sido revidados pelo cabo do 16º BPM, Cléber Lopes Lobo.
Lobo, no entanto, afirma que disparou ao ver que o sargento Cruz estava armado. Já o sargento, que teve o carro crivado de balas e capotou, garante que só atirou, ferindo o motorista da Blazer no braço direito, depois de ter sido atingido no ombro esquerdo e perdido o controle do carro. Depuseram também o detetive da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas, Rogério Henrique Fernandes, e o motorista da Blazer.
O delegado Rocha abriu inquérito, mas não autuou nenhum dos envolvidos. "A história ainda está muito confusa", disse. Os estatutos das Polícias Civil e Militar proibem que seus integrantes exerçam outras atividades e as corregedorias das forças vão apurar o caso. "Vai ser aberto um inquérito, que vai decidir se houve transgressão disciplinar", afirmou o relações públicas da PM, coronel Nilton Lourenço.

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