A Bioteva, joint-venture entre o Laboratório Biosintética e o israelense Teva, está lançando o Carbidopa/Levodopa, primeiro genérico para tratamento de Mal de Parkinson no Brasil. Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Carbidopa/Levedopa é genérico do Sinemet, medicamento mais importante no combate à doença, que movimenta US$ 5 milhões por ano no Brasil, com a venda de cerca de 400 mil unidades.
O Carbidopa/Levedopa é revendido pelas farmácias do País desde a segunda quinzena de abril, por R$ 20,10 a caixa com 30 comprimidos, na apresentação de 25 mg. O de referência custa R$ 33,50 na mesma apresentação. A vítima do Mal de Parkinson ingere entre 60 a 90 comprimidos por mês. Com o Carbidopa/Levedopa, terá um gasto mensal em torno de R$ 60,30.Já com o remédio de referência, o custo sobe para R$ 100,50.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença atinge uma em cada mil pessoas no mundo. No Brasil, a estimativa é de 150 mil a 200 mil casos. O Mal de Parkinson atinge principalmente pessoas acima de 55 anos, surgindo lentamente com o aparecimento de tremores, movimentos que se tornam lentos, rigidez muscular e andar característico. O desenvolvimento dos primeiros medicamentos contra a doença foi entre as décadas de 1950 e 1960 e a Levedopa surgiu em 1967.
Durante o ano, a Bioteva lançará mensalmente outros genéricos para doenças crônicas. O Carbamazepina, primeiro genérico para tratamento de epilepsia, é um deles. Até o final de 2001, haverá 50 novos medicamentos do Bioteva no mercado. Entre os planos da empresa está a construção de uma fábrica de genéricos no Brasil. ‘‘A expectativa é que os genéricos representem cerca de 30% do faturamento da Biosintética em 2001’’, afirma Omilton Visconde Júnior, vice-presidente executivo da companhia.

mockup