Mal atinge principalmente as mulheres
A doença é de difícil diagnóstico, relata a psicóloga Maria Zilah Brandão, isto porque tem características comuns ao comportamento anti-social e a outras doenças compulsivas, como o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Além disso, as pessoas não costumam assumir que têm a doença. Segundo Zilah, estima-se que de 2% a 5% da população tenham cleptomania, a maioria (cerca de dois terços), mulheres. ''Provavelmente porque as mulheres são, historicamente, mais reprimidas'', afirma.
A manifestação da doença pode começar ainda na infância, mas segundo a psicóloga, as pessoas só vão buscar tratamento por volta dos 35 anos, que é quando o comportamento já causa problemas pessoais, familiares, no trabalho e até legais. ''A pessoa geralmente demora para buscar ajuda, só o fazem quando o comportamento foi evidenciado por outras pessoas, e ela está sofrendo isolamento'', explica.
Excesso de punição, represália e castigos, quando crianças, e histórico de abuso, tanto físico, quanto verbal ou sexual, são fatores que podem levar ao transtorno. ''Normalmente são pessoas super reprimidas'', relata.
O tratamento, segundo Zilah, pode ser feito com psicoterapia, em alguns casos associada com medicamentos antidepressivos, para controlar a ansiedade. ''A terapia vai ajudar a pessoa a identificar e controlar situações de maior ansiedade, que cria um estado que facilita o impulso para furtar'', explica. Segundo ela, não há cura, mas controle da doença.(C.P.)





