Major tem prisão administrativa decretada no Rio
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terça-feira, 29 de abril de 1997
Agência Estado 
RIO - O major da Polícia Militar Romão Roberto de Mello Vilaça, do 21º Batalhão, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, teve prisão administrativa decretada ontem (28) pelo comandante-geral da Polícia Militar do Rio, coronel Dorasil Corval. O oficial foi flagrado, na noite do dia 17 de abril, ajudando o irmão, o ex-policial civil Eduardo Guimarães Vilaça Filho, a transportar o corpo do cabo reformado da PM Gerson Valadares da Fonseca, de 35 anos, no porta-malas do seu carro, o Vectra placa LAE 9889. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o major deve ficar preso até que as investigações sejam concluídas. Vilaça também está sendo investigado por envolvimento na chacina ocorrida em 1993 na Favela de Vigário Geral, zona norte da cidade, onde morreram 21 moradores.
Vilaça é o quarto oficial da Polícia Militar acusado de envolvimento em ações criminosas só este mês. A corregedoria-geral da PM ainda investiga o envolvimento do capitão Thadeu Fraga, de 32 anos, no sequestro e assassinato do filho do prefeito de Teresópolis, Jefferson Tricano, 19; o capitão Marozan Francisco Santos, 26, suspeito de ter matado a dançarina Cláudia Marcia da Silva do Nascimento, 28, encontrada morta no último dia 26, e o major Alvaro Rodrigues Garcia, acusado de abuso de autoridade por ter espancado e extorquido moradores da Cidade de Deus, na zona oeste do Rio.
O major Vilaça e o irmão foram surpreendidos com o corpo do cabo na mala do carro por policiais do 9º Batalhão da Polícia Militar, Rocha Miranda, zona norte, na noite do dia 17. Após o flagrante, Vilaça disse que estava prestando socorro ao cabo, que teria sido atingido durante um atentado. A história não convenceu o comandante do Batalhão, Marcos Paes, que acabou denunciando o caso ao corregedor-geral, coronel Laércio Pacheco.


