'Maison' fixa jovem no campo
Uma escola diferenciada, criada de acordo com as necessidades de cada comunidade. Assim é o Projeto Escola do Campo, iniciativa comunitária apoiada por organismos públicos e privados, que tem a missão de levar formação no ensino fundamental e qualificação em agricultura a jovens a partir dos 14 anos de idade. O ensino é focado na realidade regional, em noções de cidadania e na participação associativa.
A primeira experiência surgiu na França, em 1934, quando o filho de um agricultor do povoado de Lot et Garonne (sudoeste do País) preferiu se dedicar ao trabalho na propriedade da família ao invés de continuar com os estudos secundários. Seu pai, que era responsável pelo sindicato agrícola da comunidade, era contrário à idéia pois acreditava de que para ser agricultor era necessário cada vez mais conhecimento. Por outro lado, sabia que a continuidade dos estudos, direcionado para atividades urbanas, levava os jovens a abandonar a terra.
Com o apoio de outros pais, os agricultores franceses criaram as chamadas ''Maisons Familiales Rurales'', ou casas familiares rurais, com a seguinte orientação: os conhecimentos práticos podem ser adquiridos trabalhando na propriedade dos pais, mas a formação técnica, geral e humana é indispensável para permitir que os futuros agricultores se adaptem à evolução profissional, assumam suas futuras responsabilidades familiares e sociais e decidam seu futuro.
No Paraná, a escola do campo foi introduzida em 1988, quando os agricultores do sudoeste do Estado se depararam com uma situação semelhante à dos franceses: não havia escola que formasse os jovens agricultores de acordo com sua vocação natural. Hoje, existem casas familiares rurais nos três estados do Sul do País. No Estado,já são 37 ''maisons'' em funcionamento. Outras três estão em fase de discussão para implantação. A Escola do Campo é reconhecida pela Secretaria Estadual de Educação. (L.A.)





