Mais uma morte e outro lote de dipirona é interditado
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quarta-feira, 27 de setembro de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A Secretaria Municipal de Saúde investiga a possibilidade de um terceiro paciente tratado com dipirona sódica injetável também ter morrido em Londrina. A suspeita foi levantada por familiares do aposentado de 81 anos que foi atendido na Unidade Básica de Saúde do Jardim Leonor (Zona Oeste de Londrina) no dia 16 de setembro. Por precaução, a Vigilância Sanitária Municipal decidiu interditar um terceiro lote do medicamento em toda a rede pública e privada.
Com mais este caso suspeito, subiu para quatro o número de pacientes que foram medicados com dipirona sódica na forma injetável e que podem ter sofrido complicações. Três pacientes morreram - um menino de quatro anos, um aposentado de 71 anos e este outro aposentado de 81 anos - e outro, um idoso de 80 anos, continua internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário.
A secretária municipal de Saúde, Josemari de Arruda Campos, comentou ontem que ''já esperava que outras suspeitas relacionadas com o uso de dipirona sódica injetável surgissem''. Mas afirmou que este último caso não tem semelhanças com os outros três que já são investigados. Nos outros casos os pacientes pioraram enquanto recebiam a medicação. ''Neste caso de agora, ele procurou assistência médica à tarde se queixando de febre e dificuldade para respirar, foi medicado com dipirona injetável e outros medicamentos, melhorou e foi para casa. À noite ele piorou, foi para o Hospital Universitário e faleceu de madrugada'', detalhou Josemari.
Em razão dessa nova suspeita, a Vigilância Sanitária optou pela interdição de mais um lote do medicamento - o 233.0007-A - em toda a rede pública e privada de saúde no município. Outros dois lotes - o 233.0007-B e z04605 -, fabricados por laboratórios distintos, continuam interditados em todo o Estado. Além disso, a Secretaria contatou o Laboratório Central do Estado (Lacen) para pedir maior agilidade na conclusão dos exames das amostras dos produtos interditados. A previsão inicial era de que o laudo ficasse pronto em até 30 dias.
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde esclareceu que participa do processo de investigação dos casos suspeitos de reação adversa ao medicamento e reafirmou que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas. Segundo a Secretaria, coube à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) contatar as empresas fabricantes do produto e que até o momento não há informação de que o medicamento tenha causado problemas em outro Estado. Por fim, a Secretaria ponderou que o sistema de farmacovigilância brasileiro não encontrou correlação entre o uso do medicamento e reações adversas.


