Mais um caso de malária atinge reserva indígena
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terça-feira, 20 de fevereiro de 2001
Ellen Taborda De Curitiba 
A malária atingiu mais uma reserva indígena do Paraná. A Secretaria Estadual da Saúde está investigando o caso de uma índia da reserva Tekohá, que fica no município de Diamante DOeste, no Sudoeste do Estado. Segundo o chefe do Departamento de Doenças Transmitidas por Vetores, João Medina, há suspeita de que a doença tenha sido contraída no Paraguai. Esse é o segundo caso de aldeia atingida pela malária. Desde o final do ano passado, foram registrados 19 casos da doença na reserva Avá-guarani, no município de São Miguel do Iguaçu.
Medina conta que os técnicos da Saúde estão tendo dificuldades para investigar a origem da doença por causa da diferença cultural. A índia já teria dado diferentes versões dos lugares por onde passou. Medina afirma que a doença não é originária da aldeia, onde vivem 130 índios. No início da semana, os técnicos borrifaram inseticida nas ocas da reserva. Hoje, uma equipe técnica do Distrito Sanitário Especial Indígena, ligado à Fundação Nacional de Saúde (Funasa), deve visitar a aldeia para investigar a origem do caso.
Hantavirose Outro caso de hantavirose foi confirmado ontem pela Secretaria Estadual de Saúde. Um trabalhador rural do município de Bituruna, na região de União da Vitória, contraiu o hantavírus. Segundo a secretaria, ele já recebeu alta do hospital. Com este, somam 28 o número de casos de hantavirose registrados no Estado desde agosto do ano passado. Seis pessoas morreram.
Técnicos da Secretaria de Saúde de Minas Gerais e do Ministério da Saúde investigam uma doença desconhecida até o momento e que já matou, desde 23 de janeiro, nove pessoas nos municípios de Divinópolis, Bom Despacho, Leandro Ferreira, Martinho Campos, Santo Antônio do Monte e Nova Serrana, região centro-oeste do Estado. Segundo a secretaria, sete casos foram notificados e outros dois óbitos, registrados esta semana, ainda não foram comunicados oficialmente ao órgão. Uma das principais suspeitas é de que as vítimas tenham contraído febre amarela, doença que não é verificada há 20 anos na região.


