Mais um auditor fiscal na lista de investigados
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segunda-feira, 09 de março de 2015
Viviani Costa <br>Reportagem Local 
Londrina - Já chega a sete o número de auditores fiscais da Receita Estadual em Londrina investigados pelo Ministério Público por suspeita de corrupção. Conforme Renato de Lima Castro, promotor de Defesa do Patrimônio Público, denúncias revelaram que o sétimo auditor a fazer parte da lista de investigados teria recebido R$ 100 mil de três empresários de um mesmo grupo. O nome do auditor não foi revelado, mas o promotor afirmou que a quebra de sigilo bancário e fiscal será solicitada para verificar a evolução patrimonial do novo suspeito.
A tarde movimentada na sede do Ministério Público teve a presença de advogados, empresários e contadores. Alguns se anteciparam para verificar a possibilidade de garantir a delação premiada. "Muitas vezes, os contadores são verdadeiros intermediadores entre o empresário e o fiscal corrupto, haja vista que o fiscal busca a participação do contador porque é um campo neutro, em que não há perigo para ele, segundo o que ele percebe, de ser preso em flagrante delito com a entrega ou recebimento de propina", destacou Castro.
Na tarde de ontem, o fotógrafo e ex-assessor da Casa Civil do Paraná Marcelo Caramori prestou novo depoimento na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Dessa vez, as declarações foram dadas sobre fatos relacionados aos casos de improbidade administrativa. Ao deixar a sede do Gaeco após quase três horas, Caramori disse apenas que havia ido até o local para buscar alguns documentos.
Na tarde de ontem, o delegado do Gaeco, Ernandes Alves, deu continuidade à investigação que apura crimes de exploração sexual de adolescentes. Duas supostas aliciadoras foram ouvidas. O inquérito deve ser concluído até o final dessa semana. Outros oito inquéritos já resultaram em ações na Justiça. Nesta segunda-feira, Marcelo Caramori e o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza foram denunciados mais uma vez por favorecimento à exploração sexual. Eles teriam tido relações sexuais com duas vítimas com idade entre 14 e 17 anos. Os advogados não foram encontrados para dar entrevista.


