Mais um auditor fiscal e suspeitas de aliciamento são detidos em Londrina
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terça-feira, 03 de março de 2015
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - Quatro mandados de prisão foram expedidos pela Justiça e três novos personagens que surgiram no desdobramento da investigação sobre uma suposta rede de exploração sexual de adolescentes em Londrina foram presos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no início da manhã de ontem.
A Justiça determinou a prisão preventiva do auditor fiscal da Receita Estadual Orlando Aranda e também do auditor Luiz Antônio de Souza, que já estava preso por favorecimento à prostituição e estupro de vulnerável. Além deles, também tiveram a prisão preventiva decretada Sandra Soares Marques, de 39 anos, e Eliane Ribeiro, de 40, por supostamente terem atuado como aliciadoras de menores de idade para a prostituição. As duas não quiseram conversar com a imprensa e mantiveram seus rostos cobertos ao entrar e sair da sede do Gaeco.
Segundo o delegado do Gaeco, Ernandes Cezar Alves, Aranda foi preso preventivamente e será ouvido porque testemunhas indicam que em 2002 ele manteve relações sexuais com uma garota que tinha 13 anos. Na mesma época, o auditor fiscal da Receita Estadual Luiz Antônio de Souza teria feito programas com a mesma jovem.
"Foi por isso que foi expedido um novo mandado de prisão contra o outro auditor fiscal, que já estava preso", explicou Alves, se referindo a Luiz Antônio de Souza. O delegado destacou que isso caracteriza não só favorecimento à prostituição, mas também estupro de vulnerável, porque uma menor de 14 anos estava envolvida no fato. Enquanto esteve no Gaeco, Aranda negou qualquer envolvimento com adolescentes e participação em qualquer rede de exploração sexual. "Eu não sei de nada", garantiu.
Vítimas
O delegado Alves relatou que mais de 20 meninas aliciadas já foram identificadas, das quais três eram menores de 14 anos na época em que aconteceram os fatos. Ele explicou que, além das provas testemunhais, existem provas materiais.
"A prova testemunhal é muito relevante porque a menor, dentro do contexto da investigação, identifica o suspeito depois de uma série de perguntas. Se o que ela diz se confirma, isso é associado com a própria materialidade pelo exame de conjunção com outros dados, obtidos de telefones, mensagens e computadores que podem subsidiar as provas", apontou. Ele destacou que os três optaram por não falar e no decorrer da semana serão interrogados.


