São Paulo – A Secretaria de Saúde de Campinas, interior de São Paulo, investiga três casos suspeitos de zika, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue. De acordo com o secretário Cármino de Souza, os casos suspeitos foram detectados no distrito de Barão Geraldo, em pacientes que residem nessa região. Amostras foram enviadas para exames no Instituto Adolfo Lutz, mas os laudos ainda não ficaram prontos.
A doença, considerada ‘prima’ da dengue, ainda é nova no Estado e no País. Até agora, há apenas um caso confirmado, registrado em Sumaré, na mesma região. O fato de o paciente ter se contaminado na própria cidade indica que mosquitos portadores do vírus da zika já circulam na região. De acordo com o secretário, assim que os casos suspeitos foram notificados, foram feitos bloqueios nas áreas em que residem os pacientes, com nebulizações contra o mosquito e busca ativa de outros casos.
Campinas já convive com epidemia de dengue, com 44.528 casos de janeiro a maio deste ano. Nesse período, foram confirmadas sete mortes em decorrência da doença. O surgimento de casos de zika preocupa, num momento em que os casos de dengue estão em queda. De acordo com o secretário, as ações de combate ao mosquito serão reforçadas para evitar que a nova doença se alastre.
Os sintomas da zika são parecidos com os da dengue. Embora a febre seja mais branda, os sintomas externos, como erupção cutânea e olhos vermelhos, são mais severos. Também foi registrado um caso suspeito em São José dos Campos, mas o paciente teria se contaminado no Estado da Bahia.

GRIPE

A campanha de vacinação contra a gripe chegou ao fim ontem com apenas cinco Estados alcançando a meta de imunização. Com isso, o Ministério da Saúde recomenda que Estados e municípios mantenham a vacinação apesar do término do prazo. Balanço divulgado ontem mostrou que 35,9 milhões de pessoas foram vacinadas, o que corresponde a 73% do público-alvo - idosos com mais de 60 anos, crianças com idade entre seis meses e cinco anos, gestantes, trabalhadores do setor de saúde, indígenas e pacientes diagnosticados com doenças crônicas. A meta, no entanto, era imunizar 80%. Os únicos Estados que conseguiram atingir esse percentual são: Amapá (89,4%), Paraná (83,5%), Santa Catarina (82,2%) Espírito Santo (81,8%) e Amazonas (81,4%).

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