MAIS SAÚDE NO CARDÁPIO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Alimentos funcionais - aqueles que além de nutrir ainda colaboram na prevenção de doenças - podem e devem fazer parte da dieta diária de qualquer pessoa. Não é caro e pode ser bastante simples incorporá-los ao hábito alimentar. É o que atesta a nutricionista Nilcéia Godoy Mendes, de Londrina.
As vitaminas e minerais, por exemplo, são essenciais para que aconteçam as reações químicas no organismo. ''Sem elas, não se completam as reações orgânicas'', ressalta. E só se consegue ingeri-las através das frutas, verduras e legumes.
O ideal, segundo a nutricionista, é que sejam de quatro a seis porções de frutas por dia, duas delas das cítricas, por conta da vitamina C. Elas podem ser consumidas depois do almoço, substituindo a sobremesa, ou nos lanches intermediários entre café da manhã e almoço, e entre almoço e jantar.
Outro ítem ''importantíssimo'' na alimentação diária são as verduras. Ela destaca as pertencentes à família das brássicas, que são repolho, couve, couve-flor, rúcula, agrião, nabo, rabanete. ''Todos eles têm poderes antiinflamatórios, contribuem para a integridade da mucosa intestinal, e ajudam na prevenção do câncer e de doenças cardiovasculares, pela ação antioxidante nas células''.
A nutricionista recomenda levar à mesa alimentos como rúcula, agrião, alface, cebola, tomate, couve, almeirão, cenoura, beterraba e outros, sem tempero. ''Como é sem temperar, o que sobra vai para a geladeira, e isso dura a semana toda'', afirma. E sugere que além das verduras cruas, também sejam feitas as cozidas, como brócolis, chicória, jiló, chuchu, abobrinha. Para o tempero, outro alimento funcional, o azeite de oliva extravirgem, rico em ácido graxo ômega 9 e flavonóides, substâncias antioxidantes, que evitam o envelhecimento das células e o aparecimento de doenças.
A carne, segundo a nutricionista, é uma proteína significativa para nossa alimentação, mas deve ser consumida em quantidades mínimas. ''Cem gramas, o que seria um bife pequeno por dia, é o suficiente. Acima disso, temos excreção aumentada de cálcio, o que favorece o aparecimento de cálculos renais, osteopenia e osteoporose'', avalia. O mesmo não se aplica às proteínas provenientes das leguminosas, como feijão, grão-de-bico, lentilha, ervilha e soja. ''Estas podem ser ingeridas tranquilamente'', afirma.
Para ter bons efeitos à saúde, esses alimentos devem fazer parte da alimentação habitual, de preferência desde a infância. ''Se você começar mais cedo, vai prevenir uma porção de doenças. Mas sempre é tempo de começar, algum benefício vai trazer'', avalia.
Nilcéia explica que, quando jovem, o organismo vai se adaptando à falta de alguns nutrientes. ''Mas, com o envelhecimento, o organismo não consegue mais fazer essa adaptação e vão aparecendo as doenças crônicas não transmissíveis e a obesidade'', alerta.
Na chamada alimentação funcional são utilizados principalmente os alimentos integrais, como o arroz e o pão integral, castanhas, folhas e azeite extravirgem (confira exemplos no quadro). ''O ideal é fazer uma alimentação variada, porque um nutriente que não tem em um alimento, tem no outro'', explica. Além disso, recomenda-se diminuir ou cortar os industrializados. Para colocar mais minerais, vitaminas e fibras na alimentação, Nilcéia recomenda ingerir sementes e castanhas no café da manhã (confira receita no quadro).
SERVIÇO
Mais informações pelo telefone (43) 3338-3488 - Clínica de Nutrição da Unifil


