O caso de estupro de uma garota de 13 anos é a primeira ocorrência grave relacionada às tais pulseiras que chega ao conhecimento das autoridades londrinenses. De acordo com a promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina de Paula, esta é uma situação que merece toda a atenção tanto dos pais quanto das escolas, já que as pulseiras são de fácil acesso e valor baixo. A reportagem adquiriu quatro pulseiras ao valor de R$ 1, no Camelódromo, localizado na Área Central de Londrina.
''Não podemos esperar que mais casos como esse aconteçam. Os pais e as escolas não podem permitir que seus filhos façam uso desse acessório. É importante ressaltar, no entanto, que não basta apenas proibir, é necessário que se explique a gravidade às crianças, porque elas não sabem o risco que estão correndo. Depois que acontecer um desastre, não há mais o que fazer'', destacou a promotora, acrescentando que chegou ao seu conhecimento outros quatro casos de abuso na cidade, ''mas não houve denúncia.''
Ainda não há nenhuma ação efetiva a ser realizada, mas a promotora pretende reunir representantes da sociedade, da imprensa e das escolas para discutir a questão. ''Não podemos apenas fazer um alarde sobre o uso das pulseiras, mas conscientizar sobre o perigo que elas oferecem às crianças.''
De acordo com a secretária municipal de Educação, Vera Hilst, existe um trabalho com os educadores da rede sobre educação sexual, mas não especificamente sobre as pulseirinhas. ''Há uma orientação de que os professores fiquem atentos ao comportamento das crianças referente ao uso das pulseiras e, qualquer mudança, comunicar os pais. Mas diante deste caso, creio que será necessário reforçar o alerta'', disse. (M.T.)

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