Mais próximo, oxi preocupa autoridades no PR
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sexta-feira, 06 de maio de 2011
Davi Baldussi <br> Reportagem Local 
Londrina - O oxi, uma droga mais barata e de efeito mais devastador do que o crack, pode estar circulando pelo Paraná. De acordo com as autoridades policiais, ainda não foram registradas apreensões no Estado. Profissionais que atuam no tratamento de dependentes químicos, no entanto, têm informação sobre a circulação do entorpecente em cidades como Londrina e Maringá.
Na segunda-feira, policiais do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) prenderam uma mulher em Mundo Novo (MS), na divisa com o Paraná, quando ela tentava levar um quilo de oxi para Arapongas (Norte). Outros carregamentos, no entanto, podem ter chegado ao destino.
É o que acredita Ângela Lima, gerente de Saúde Mental da Secretaria de Saúde de Londrina. ''Agentes redutores de danos que atendem usuários de crack, entre outras drogas, têm ouvido comentários da chegada do oxi. Mas ainda não temos nenhum caso de internação relacionado à nova droga'', informou.
Presidente do Conselho de Políticas sobre Drogas de Maringá, Cecília Rezende, diz que também há indícios de que usuários estejam consumindo o entorpecente na cidade.
Para autoridades policiais, apreensões no Paraná são uma questão de tempo. Não está descartado, nem mesmo, que o oxi já tenha sido recolhido em alguma ação policial. ''Não é impossível que tenha acontecido, pois essa nova droga é muito parecida com o crack'', explicou o delegado-chefe da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), Riad Farhat.
De acordo com o coordenador pedagógico do Centro de Recuperação Vida Nova (Cervin), em Rolândia Norte, Luiz Carlos Arruda, o oxi é formado com restos da cocaína, assim como crack. ''A diferença é que, em vez de ser misturado com bicarbonato de sódio, o oxi é feito com querosene e cal virgem. Por isso acaba sendo mais barato. Enquanto a pedra de crack custa uns R$ 7,00, o oxi é vendido por R$ 2,00''.
A nova droga começou a circular no País há cerca de seis anos. Proveniente da Bolívia, entrou pelo Acre e já se espalhou por dez Estados. O último a confirmar a presença do entorpecente foi São Paulo.
Feita com restos da cocaína, a nova droga é extremamente viciante. ''Basta usar uma ou duas vezes e a pessoa se torna dependente'', explicou Arruda. Como o entorpecente é parecido com o crack, o trabalho de identificação é desafiador. ''Ambos têm aparência de sabão. É possível distingui-los apenas na hora de queimar, porque o oxi solta uma fumaça preta, enquanto no caso do crack a fumaça é branca'', afirmou o especialista.


