Dezenas de manifestantes se reuniram mais uma vez na tarde de ontem no Bosque de Londrina (Região Central) para protestar contra o corte de árvores onde será religada a Rua Piauí, entre as avenidas São Paulo e Rio de Janeiro. O grupo aproveitou a ocasião para definir quais serão as próximas ações para evitar que a obra da Prefeitura seja concluída. Os manifestantes também promoveram o replantio de novas mudas no mesmo local onde as plantas nativas se localizavam.
O grupo promete fazer uma manifestação pacífica de resistência. Para isso, estão programados novos protestos nos próximos dias. ''O nosso objetivo é informar a população de Londrina e deixá-la consciente do que está sendo feito aqui. Nossa manifestação se iniciou na internet e teve adesão instantânea de centenas de pessoas que agora já integram o grupo. (A obra) não vai resolver o problema da violência, mas sim diminuir o espaço de lazer dos londrinenses'', argumentou Gisele Almeida, integrante do movimento.
Além da resistência por parte da população, a Prefeitura de Londrina será autuada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) por não ter recebido a permissão do órgão para o corte da vegetação nativa e execução da obra. A questão será encaminhada ao Ministério Público nos próximos dias.
Por outro lado, o secretário de Governo, Marco Cito, afirma que a prefeitura cortou 17 árvores, mas replantou 80. ''As obras continuarão normalmente'', disse ele, completando que o Município não precisaria de autorização do IAP.
Em enquete que aconteceu no site da FolhaWeb, 47% dos votantes se mostravam favoráveis à ''abertura da Rua Piauí para melhorar o fluxo do trânsito''. Outros 31% consideram mais importante ''preservar a área verde'' e 21% optaram por ''manter e melhorar a área de lazer para os moradores''.

Mais protestos no Bosque
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