Mais Médicos tem 85% de confirmação no Paraná
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Diego Prazeres<br> Reportagem Local 
Londrina - Apenas 14,8% dos 169 profissionais inscritos para atuar no programa Mais Médicos neste ano no Paraná não se apresentaram nas cidades para onde foram alocados na primeira chamada. O índice é o menor entre os estados da Região Sul, conforme o balanço divulgado ontem pelo Ministério da Saúde. São 25 vagas não preenchidas em 18 municípios paranaenses, incluindo Londrina e Maringá. Os 144 profissionais contratados começam a trabalhar no Estado a partir de 2 de março. No Rio Grande do Sul, dos 218 médicos selecionados, 61 não se apresentaram (índice de 28%). Em Santa Catarina, foram 26 ausentes nas cidades indicadas entre 133 convocados (19,5%).
Em todo o Brasil, 84% dos médicos inscritos no programa confirmaram participação nos municípios no prazo determinado, até sexta-feira passada. Foram 3.304 profissionais alocados entre 3.936 convocados.
No País inteiro, estão disponíveis para a segunda chamada 835 vagas em 498 municípios e 12 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Os mais de 9 mil candidatos inscritos têm até as 20 horas de hoje para selecionar até quatro cidades disponíveis. O Ministério da Saúde informou que caso ainda existam vagas, a terceira chamada está prevista para os dias 17 e 18 de março e, em 10 de abril, será aberta chamada para brasileiros formados no exterior e, no dia 5 de maio, para médicos estrangeiros.
Das 15 vagas disponibilizadas em Londrina, 11 foram preenchidas em primeira chamada. Dez médicos migraram do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) e apenas um veio do Mais Médicos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, três profissionais selecionados não apresentaram documentação dentro do prazo e devem ser inscritos na segunda chamada.
"Nossa expectativa é que as 15 vagas sejam preenchidas na segunda chamada", afirmou o secretário Mohammad El Kadri. Ele passou o dia de ontem cumprindo agenda em Brasília, onde teria audiências com diretores do Ministério da Saúde para tratar da liberação de recursos para o município, que faz a gestão plena da saúde. Uma das prioridades é a elevação do teto da alta e média complexidade. El Kadri estima que o déficit no repasse seja de cerca de R$ 3 milhões por mês.
Em Maringá, dois médicos não se apresentaram. A secretária de Saúde de Marechal Cândido Rondon (Oeste), Elveni Capitani Turmina, se disse frustrada com o não preenchimento de duas das três vagas abertas no município. Atualmente, 11 profissionais inscritos no programa federal atuam nas nove unidades de saúde credenciadas pelo Saúde da Família, mas três estão em fim de contrato porque são residentes do Provab, cujo vínculo empregatício é de apenas um ano. Ela disse acreditar que as duas vagas em aberto serão preenchidas na segunda chamada. "Já recebemos várias ligações de médicos inscritos no programa que estão cientes de que há duas vagas disponíveis no município e demonstraram interesse em trabalhar aqui", afirmou.
De acordo com o balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, cerca de 70% (610) dos municípios brasileiros escolhidos estão dentro do critério de vulnerabilidade social e econômico, como as cidades com 20% de sua população em extrema pobreza, com IDH baixo e muito baixo, localizadas no semiárido, vales do Jequitinhonha, Mucuri e Ribeira e nas periferias de capitais e regiões metropolitanas. A Região Nordeste foi a mais atendida nesta primeira fase: das 1.784 opções disponíveis, 1.505 foram preenchidas.


