Curitiba - Apenas 9,4% dos municípios do Paraná vão receber profissionais por meio da primeira fase do Mais Médicos, do governo federal. De 286 municípios que aderiram ao programa, 27 foram contemplados. A quantidade de médicos também ficou aquém do esperado. As cidades solicitaram 969 profissionais, mas após este primeiro processo, 98 confirmaram sua vaga no Estado (somente 10%). Os números só não foram piores porque a maioria dos médicos que escolheram as cidades paranaenses para trabalhar vêm de fora do País.
O Paraná é um dos Estados que mais vão receber profissionais estrangeiros ou formados no exterior, ficando atrás apenas de São Paulo (79) e Rio Grande do Sul (62). São 56 médicos de fora do Brasil e 42 profissionais com diploma nacional. As
cidades que vão receber mais profissionais por meio do programa são Curitiba (19), Londrina (9), Maringá e Almirante Tamandaré (6) e São Miguel do Iguaçu e Pinhais (5).
Na Região Norte ainda serão contemplados os municípios de Arapongas (3), Cambé (2) e Tamarana (1). Outras cidades, como Rolândia, Apucarana, Alvorada do Sul, Califórnia, Assaí, Ivaiporã, Jataizinho e Sertanópolis, tinham solicitado médicos, mas ficaram de fora.
Em todo o Brasil o programa teve a confirmação de 1.618 profissionais, que vão atuar em 579 cidades. O número é suficiente para atender apenas 10,5% da demanda dos municípios por 15.460 médicos, e a 16,5% das 3.511 cidades inscritas no Mais Médicos. Entre os inscritos, 1.096 são médicos que já atuam no País e 522 "estrangeiros", sendo 358 de outros países e 164 brasileiros que se graduaram no exterior. Em relação aos estrangeiros, 142 são médicos formados na Argentina, 100 na Espanha, 74 em Cuba, 45 em Portugal e 42 na Venezuela.
"Quanto mais médicos trabalharem na atenção básica, melhor para o País. Vamos continuar estimulando a ida de médicos para regiões mais carentes", destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Lançado pela presidente Dilma Rousseff no dia 8 de julho, o Mais Médicos tem com objetivo a melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Os médicos do programa receberão bolsa de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, mais ajuda de custo, e farão especialização em Atenção Básica. Na próxima segunda-feira, o Ministério abre inscrições para a segunda seleção do programa.

Justiça
Os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) ingressaram na Justiça Federal de cada um dos Estados para que não sejam obrigados a efetuar o registro provisório dos médicos intercambistas sem a comprovação documental da revalidação dos diplomas e da certificação de proficiência em língua portuguesa. "Não somos contra a presença de médicos estrangeiros, mas sim pelo cumprimento da exigência legal de que demonstrem efetivamente sua capacidade técnica", destacou o presidente do CRM-PR, Alexandre Bley.

Imagem ilustrativa da imagem Mais Médicos garante 10% dos profissionais no PR
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