Homens com mais de 25 anos, em situação de risco de perder o emprego e pressionados pela família, perfazem o perfil dos participantes dos grupos de Alcólicos Anônimos (AA) em Londrina. Jovens e mulheres, de acordo com uma voluntária que preferiu permanecer anônima, são grupos crescentes entre os dependentes. Por questões culturais, entretanto, não procuram esse tipo de ajuda mútua. ‘‘Temos duas mulheres para cada vinte homens’’, compara.
  No grupo, o trabalho de recuperação é baseado no fortalecimento físico, psicológico e espiritual. A metodologia incentiva a troca de experiências e o estudo de literatura específica. O anonimato está no princípio da organização, o que dificulta gerar informações sobre os participantes.
  A única certeza é que, para superar o alcoolismo, é preciso ter vontade. ‘‘Enquanto estão sadios, sem pressão da família ou dos empregadores, os alcoolistas sempre acham que estão no controle da situação’’, conta.
  Novelas que tenham personagens dependentes da bebida ou a exposição na mídia de personalidades que assumem o vício, como aconteceu com o ex-jogador Sócrates, provocam aumento na demanda pelos grupos. ‘‘É um assunto que deveria estar sempre em evidência’’, considera. (C.A.)

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