Mais indústrias planejam aumentar preços e demitir
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domingo, 21 de fevereiro de 1999
Por Gustavo Alves 
Rio, 22 (AE) - O número de empresas que planejam reajustar seus preços aumentou no primeiro trimestre deste ano, em comparação com os últimos três meses de 1998, segundo a 130ª Sondagem Conjuntural da Indústria de Transfomação, realizada em janeiro pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O levantamento, feito com 1,2 mil empresas
mostra que o setor também vai demitir mais trabalhadores e espera um crescimento negativo entre janeiro e março.
A sondagem revelou que 20% das empresas ouvidas pretende aumentar seus preços no primeiro trimestre, enquanto que, nos últimos meses do ano passado, este índice chegou a 5%. Os que pretendem manter seus preços estáveis são 68%.
Responsável pelo levantamento, o economista Eden Gonçalves de Oliveira, lembrou, no entanto, que muitas destas respostas foram colhidas antes da desvalorização do real.
Os prognósticos do levantamento também apontam para a continuação da onda de demissões na indústria de transformação. No universo das empresas pesquisadas, as que vão demitir superam em 31% o número de companhias que não pretendem reduzir sua mão-de-obra.
Os setores que serão mais atingidos pelo desemprego neste semestre serão o de combustíveis e lubrificantes derivados do petróleo, máquinas de costura, refrigeradores, máquinas de lavar e passar roupa para uso doméstico e carrocerias para veículos.
Queda - Oliveira também destacou, dentro do levantamento
a previsão de redução da produção da indústria de transformação
com uma queda pior do que 3% do nível de atividade, neste trimestre.
Outras previsões negativas foram o enfraquecimento da procura por bens manufaturados, a permanência do excesso de estoque de bens de consumo, o aumento da ociosidade da capacidade instalada, uma fraca situação dos negócios e uma pequena expansão da capacidade de produção a ser instalada este ano.


