Mais imunizados contra a Covid-19 em Londrina
Profissionais de saúde que atuam em hospitais especializados foram atendidos neste sábado
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sábado, 06 de fevereiro de 2021
Profissionais de saúde que atuam em hospitais especializados foram atendidos neste sábado
Walkiria Vieira - Grupo Folha 
De modo programado e com agendamento prévio individual, a Secretaria Municipal de Saúde de Londrina se mobilizou neste sábado, 6, para vacinar os profissionais que trabalham em hospitais especializados da cidade. De acordo com a enfermeira do município Daniela Souza, a ação é parte do cronograma de vacinação e os atendimentos nesta data foram feitos com a vacina AstraZeneca, fornecida pela Fiocruz - Fundação Oswaldo Cruz.
"A próxima dose desses pacientes será realizada daqui a 12 semanas. Já os que receberam a CoronaVac, do Instituto do Butantan, devem aguardar quatro semanas para a segunda dose." Há 20 anos servindo o município, Daniela explica que foi imunizada na semana passada por atuar como vacinadora. "Profissionais que atuam em hospitais vasculares, ou especializados por exemplo em otorrinolaringologia ou oftalmologia, serão vacinados hoje. Só estão fora da lista os que atuam exclusivamente na parte administrativa dessas unidades", esclarece.
Com documentos em mãos e na fila, os londrinenses da vez foram atendidos nas dependências do CMEI- Centro Municipal de Educação Infantil Valéria Veronesi, localizado na rua Benjamim Constant, região central de Londrina. A zeladora de um hospital especializado em ortopedia, Keli Aparecida Rodrigues, 33 anos, relata que a própria empresa providenciou toda a documentação e credenciamento de seus colaboradores. "Sinceramente, eu não queria tomar a vacina, tenho uma certa insegurança por causa das coisas que a gente fica ouvindo", revela.

Moradora da região norte, Keli explica que de uma só vez, toda a família dela foi contaminada. "Inclusive eu, mais meus filhos de 17 e 12 anos e meu marido de 48, que trabalha como metalúrgico. Tive muita dor no corpo, diarreia, um mal estar interminável, mas como cidadã, sei que é minha obrigação ser imanizada, então estou cumprindo as regras", expõe. Mesmo após ser vacinada e com o selo na carteirinha, Keli diz que ainda não está tudo bem para ela. "Minha mãe pegou Covid-19, está na UTI de um hospital em Ivaiporã porque aqui não havia mais vaga. Já faz uma semana, ela não tem comorbidades, mas ela teve 75% do pulmão acometido e então precisou ser internada mesmo", descreve.
A copeira Gislaine Aparecida Gouvea, 50 anos, também atua em um hospital especializado e seu sentimento é de alívio ao receber a primeira dose da imunização. Gislaine pediu até para uma amiga registrar o momento com uma fotografia. "Estamos nos precavendo ao máximo com os cuidados protocolados- máscaras, lavagem das mãos e toda assepsia, mas a vacina chega como uma boa notícia e acredito que vai dar tudo certo", diz a moradora do Vale do Cedro.


