Londrina - Uma das consequências da redução da taxa de fecundidade em todas as faixas de renda está a redução da população jovem, especialmente de 0 a 4 anos de idade. Considerando a série histórica do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a depender só da população de crianças dessa faixa etária, o País já estaria em ritmo acelerado de encolhimento populacional.
Em 2010, o Censo do IBGE contou 13,8 milhões de crianças de 0 a 4 anos. É o mesmo número verificado em 1970 e representa 2,5 milhões de crianças a menos em relação a 2000.
De acordo com a professora Cássia Carloto, do Departamento de Serviço Social da UEL, o País está caminhando para uma realidade de crescimento exponencial do número de idosos. Segundo ela, pesquisas estimam que, pela baixa taxa de fecundidade, em 2030 haverá uma inversão no País, que passará a ter mais idosos que jovens.
''Os idosos estão vivendo mais por terem mais qualidade de vida devido ao maior acesso a cuidados com a saúde, como medicamentos e tratamentos, por exemplo. E esse fator influencia no crescimento populacional desta faixa etária'', afirma.
Conforme a professora, a falta de reposição populacional é uma uma realidade não apenas brasileira, mas da maioria dos países europeus. ''Para repor, o casal deve ter pelo menos dois filhos e não é o que está acontecendo'', explica.(A.V.)

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