Mais felizes, menos síndromes
PUBLICAÇÃO
domingo, 26 de junho de 2005
Agência Globo 
Estudo publicado nos Archives of Internal Medicine divulga a relação existente entre casamento e saúde do coração. Depois de acompanhar mais de 400 mulheres durante 12 anos, pesquisadores descobriram que aquelas que eram mais felizes em seus casamentos apresentavam menor tendência a desenvolver síndromes metabólicas do que as insatisfeitas com seus maridos.
A síndrome metabólica é uma reunião de disfunções - como pressão alta, excesso de gordura abdominal, níveis anormais de colesterol e elevada taxa de açúcar no sangue - que aumentam o risco de diabetes, cardiopatias e enfarte.
O estresse psicológico de vivenciar desavenças matrimoniais pode contribuir para a síndrome metabólica. Pacientes divorciadas e viúvas também apresentaram maior propensão a doenças do coração.
''Mulheres mais felizes liberam menores quantidades de cortisol, substância que participa no desenvolvimento de hipertensão e aterosclerose. Essas duas doenças são as responsáveis pela maioria das mortes em todo mundo'', explica o cardiologista Otávio Gebara, do Hospital Santa Paula.
A ciência está comprovando, agora, o que a sabedoria popular afirma há tempos. Quanto mais felizes, tanto mais saudáveis. ''De fato, o estresse envolvido nas desavenças conjugais - que às vezes se arrastam por toda a vida - aumenta os níveis de catecolaminas na circulação, substâncias que levam ao estreitamento das artérias. Além disso, o estresse também ativa as plaquetas que são responsáveis pela coagulação do sangue. A soma dos dois efeitos leva a uma condição propícia para o entupimento de uma artéria, o que causa o infarto e o acidente vascular cerebral'', diz Gebara.
Como solucionar o problema? ''Não basta apenas querer ficar feliz para escapar do problema. O que se sabe é que algumas atividades, como a meditação e o relaxamento, liberam na circulação substâncias protetoras e diminuem os hormônios ligados ao estresse, como o cortisol e a adrenalina''.


