Mais familiares acusam clínicas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 06 de julho de 2010
Wilhan Santin<br>Reportagem Local 
Depois de matéria publicada ontem pela FOLHA, outros familiares de pacientes que constantemente passam por internamento na Clínica Psiquiátrica de Londrina (CPL) e na Villa Normanda Psiquiátrica Comunitária, procuraram o jornal para reforçar as denúncias de maltratos contra os internos.
O promotor de defesa de saúde pública Paulo Tavares reforçou que deve apresentar até amanhã, no máximo, um Termo de Ajustamento de Conduta aos diretores das clínicas. ''Eles terão um prazo de cinco dias para apresentar resposta. Dependendo de como os fatos seguirem daí em diante, o Ministério Público pode até processá-los'', ressaltou.
A assessoria de imprensa do Conselho Regional de Enfermagem (Coren) do Paraná confirmou que faltam profissionais, principalmente na CPL. Seriam necessários, no mínimo, 20 enfermeiros e 58 auxiliares para dar conta do atendimento aos 220 leitos. No entanto, segundo o Coren, apenas 10 enfermeiros e 29 auxiliares compõem a equipe de enfermagem da clínica.
O diretor da Vigilância Sanitária municipal, João Martins de Souza, limitou-se a dizer que uma equipe vistoriou a CPL há aproximadamente 90 dias e elaborou uma lista com 32 recomendações de adequações do ponto de vista sanitário. Ele não quis dizer quais seriam as recomendações, ressaltando que somente o secretário de saúde, Edson Antônio Souza, poderia dar mais informações.
Contudo, o secretário disse que desconhecia dados da visita da vigilância e só hoje poderá dar mais informações.
Duas mortes de pacientes que eram atendidos pela clínica, ocorridas em setembro de 2009 e janeiro de 2010, são investigadas pela Polícia Civil como homicídio.
A direção da clínica, por meio de sua assessoria jurídica, nega todas as acusações de maltratos e informa que uma das mortes foi por causas naturais e, no segundo caso, o paciente não estava internado e teria falecido fora da CPL.


