Membros de quatro quadrilhas diferentes podem ter atuado juntos no assalto à agência central do Banco do Brasil de Ribeirão Preto (319 km a norte de São Paulo), de acordo com investigação do Departamento de Patrimônio da Polícia Civil (Depatri). Na sexta-feira, um grupo de cerca de 20 homens roubou R$ 9 milhões do banco após manter 12 reféns desde o dia anterior.
Três acusados de participar do assalto foram presos na noite de sexta-feira. Eles foram reconhecidos como sendo os assaltantes que ficaram na chácara com os reféns. Jeferson Leão Reis, Hilton José da Silva e Newton Edson de Oliveira estavam em uma casa na Vila Virgínia, zona oeste da cidade. Junto com eles foram apreendidos um fuzil AR-15, uma granada, um colete à prova de balas, munição e carregadores.
Os três já tinham condenações por roubo. Reis havia fugido da cadeia de Piracicaba e Silva era foragido de Sorocaba. Os acusados não prestaram depoimento na delegacia e só vão falar em juízo.
Durante esta semana, pessoas que foram mantidas reféns na chácara devem fazer reconhecimento fotográfico dos outros assaltantes. O assalto é considerado pela polícia o mais ousado da história da cidade. Entre os 12 reféns, estavam quatro funcionários do Banco da Brasil, três familiares deles, os proprietários da chácara e parentes.
A polícia chegou aos três acusados por meio de uma ligação anônima logo após o assalto, denunciando uma movimentação incomum na casa onde eles estavam. ‘‘Investigadores ficaram o dia todo em frente à casa esperando que eles saíssem. À noite, eles foram presos’’, afirma o delegado-seccional de Ribeirão, Alexandre Jorge Daur.
Há possibilidade de parte do grupo ter deixado a cidade de avião levando o dinheiro. Em um dos carros abandonados pelos assaltantes da fuga, havia tambores de querosene, usado como combustível de aeronaves.

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