Mais de duas mil armas são destruídas em ato no Rio
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sexta-feira, 28 de maio de 1999
Por Andreia Maia 
Rio, 29 (AE) - Como parte da campanha de desarmamento "Rio, abaixe essa arma", da Secretaria de Segurança Pública, foram reunidas hoje num ato simbólico 2.028 armas, entre revólveres, pistolas e um rojão, durante o encontro "Clamor pela Paz", organizado pela igreja Batista do Rio, no estádio do Maracanã. Com uma marreta, o governador Anthony Garotinho (PDT) de um golpe nas armas, que seriam recolhidas e levadas para um depósito do Exército.
Segundo o diretor da Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos da Polícia Civil (DFAE), delegado Fernando Oséas de Araújo, parte dessas armas reunidas no Maracanã foi recolhida em operações policiais realizadas na cidade, algumas nos depósitos policiais há mais de cinco anos. Havia também armas utilizadas em crimes que já foram julgados pela Justiça e que também estavam acauteladas na DFAE. Em três horas de realização do ato evangélico, iniciado por volta das 13 horas, apenas quatro pessoas haviam doados suas armas para a campanha de desarmamento.
Após o ato, as armas seriam encaminhadas ao depósito central do Exército, na Vila Militar, na zona oeste, para serem destruídas num alto forno. De acordo com tenente-coronel de Infantaria do Exército, Paulo Roberto de Alburquerque Bezerra, o material das armas queimadas poderá ser reaproveitado e transformado para outros usos pelo setor siderúrgico.
A dona de casa Idalina Ciriloda Silva, de 62 anos, foi uma das quatro pessoas a entregar uma arma aos policiais da DFAE, que estavam com uma Kombi no interior do estádio para o recolhimento de armas da população. Filha de um oficial de Marinha, ela doou um revólver calibre 32, que pertenceu ao seu pai por mais de 50 anos. "Não havia necessidade de ficar com uma arma em casa", afirmou Idalina.


