Mais de cem pessoas foram detidas na quarta-feira, em uma ação internacional sem precedentes realizada por cerca de 20 países, contra uma rede de pederastas que divulgavam na Internet imagens pornográficas de crianças, informaram as polícias britânica, alemã e o serviço de fronteiras norte-americano. A ação conjunta prendeu ao mesmo tempo mais de cem pessoas, todas em suas respectivas casas. Só na Europa foram feitas 80 prisões.
A operação detectou mais de 200 suspeitos envolvidos na rede, sendo 34 nos Estados Unidos, segundo o porta-voz do serviço de fronteiras norte-americano, Raymond Kelly, que acrescentou que se tratava ‘‘da mais vasta rede de pederastas descoberta até hoje’’. ‘‘As pessoas que exploram as crianças desta maneira pensam que podem se esconder no espaço cibernético, mas se enganam, porque vamos encontrá-los e os levaremos à justiça’’, declarou Kelly.
A ‘‘Operação Catedral’’ foi coordenada pela seção de luta contra o crime da polícia britânica, que foi a primeira a anunciar a operação e envolveu 12 países (Grã-Bretanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Finlândia, França, Alemanha, Itália, Noruega, Portugal, Suécia e Estados Unidos). A polícia alemã informou que a operação também envolveu o Brasil, Dinamarca, Espanha, Canadá, Israel, Chile, Rússia e Japão.
A rede de pederastia, batizada ‘‘O país das maravilhas’’, foi montada nos Estados Unidas e só aceitava como membros pessoas capazes de fornecer pelo menos 10 mil fotos pornográficas de crianças, segundo informou a polícia alemã.
Os policiais britânicos, alertados pelO serviço de fronteiras norte-americano, foram os primeiros a se introduzirem nas ramificações da rede e, desde abril deste ano, designaram para o caso 20 investigadores. Dois meses depois se reuniram com policiais de outros 11 países na sede da Interpol, em Lyon (França), para preparar a operación ‘‘Catedral’’.
‘‘Era necessário que todas as prisões fossem coordenadas com muita precisão’’, explicou a Interpol, destacando que ‘‘o crime na Internet é um fenômeno mundial que exige uma resposta à nível mundial’’.
‘‘O que encontramos causaria enjôo em qualquer pessoa normal. É algo realmente odioso’’, disse um policial que participou na operação. Mais de 100 mil fotos de pornografia infantil, envolvendo inclusive crianças de dois anos, foram apreendidas. Existem provas que membros do ‘‘País das maravilhas’’ estavam envolvidos em atos de violência sexual contra crianças.
Na Alemanha, onde foram feitas sete prisões, um policial alemão informou que a rede era uma prolongação de um grupo já desmantelado nos Estados Unidos em 1996, o ‘‘Orchid Club’’ (o Clube da Orquídea). Membros desse clube que não foram presos em 1996 integravam esta rede de pederastia.France PresseCriminosos na redeRaymond Kelly, porta-voz do serviço de fronteiras morte-americano, explicou que mais de 200 suspeitos foram detectados: ‘‘As pessoas que exploram as crianças desta maneira pensam que podem se esconder no espaço cibernético, mas se enganam, porque vamos encontrá-los e os levaremos à justiça’’France Presse

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