Panamá, 14 (AE-AP) - Mais de 90 milhões de crianças e adolescentes da América Latina e Caribe vivem na pobreza, apesar dos avanços na área da saúde e da redução da mortalidade infantil, segundo o Fundo da ONU para a Infância (UNICEF).
O gasto social dos governos continua sendo "insuficiente para enfrentar os enormes desafios sociais que prevalecem na região " afirma a organização.
Em seu informe divulgado hoje (14), a UNICEF diz que a menor incidência de pobreza ocorre no Brasil e nos outros países do Cone Sul, vindo a seguir o México, a zona andina e a América Central.
A diretora executiva da organização, Carol Bellamy, divulgou o informe durante visita ao Panamá para preparar uma reunião ministerial sobre infância marcada para outubro na Jamaica, durante a qual será avaliado o progresso latino-americano em favor das crianças nos últimos dez anos.
Um mês depois, esta avaliação será apresentada aos chefes de governo regionais a fim de possibilitar a montagem de uma estratégia de curto prazo para tratar dos problemas e perspectivas da infância.
Bellamy já adiantou considerar necessário obter avanços na sobrevivência e desenvolvimento das crianças, bem como garantir que todas desfrutem do direito básico a uma educação de qualidade.
Segundo a dirigente, algumas metas propostas na reunião de cúpula sobre a infância em 1990 já foram atingidas. Entre outras
a redução da mortalidade infantil, as campanhas de vacinação (mais 85%) e a erradicação da poliomielite em todos os países da região.
Porém, ainda morrem anualmente mais de 500 mil crianças devido a doenças que poderiam ser prevenidas, como diarréia, infecções durante o parto ou do aparelho respiratório. A taxa média de mortalidade de menores de cinco anos baixou de 51 mortos em cada 1.000 nascimentos (em 1939) para 39 em cada 1.000 (em 1998).

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