Mais de 80 jornalistas mortos buscando liberdade de imprensa13/Mar, 15:25 Por Melissa Eddy Viena, 13 (AE-AP) - O ano passado foi um dos mais mortais até hoje para repórteres em todo o mundo, com 87 jornalistas e funcinários da mídia tendo sido mortos enquanto fazendo cobertura de tudo, desde governos locais até conflitos internacionais, informou nesta segunda-feira um grupo de mídia. Em seu relatório anual sobre liberdade de imprensa global, o Instituto Internacional de Imprensa (em inglês, IPI), baseado em Viena, considerou 1999 como um dos piores anos já registrados em relação a violação da liberdade de imprensa e pediu aos governos para respeitar convenções internacionais sobre liberdade de expressão. "Desdobramentos nos conflitos na Sérvia, Serra Leão e Timor Leste foram particularmente dolorosos... jornalistas foram considerados alvos legítimos e mortos... porque pessoas não gostaram do que elas estavam falando", disse Johann P.Fritz, diretor da IPI, num comunicado. A Iugoslávia liderou a lista como o local mais mortal do mundo para a imprensa, com 25 jornalistas e funcionários da mídia tendo sido mortos no ano passado, 16 deles num bombardeio pela Otan da estatal Rádio e Televisão Sérvia. Além disso, a mídia independente iugoslava sofreu severas restrições, multas e supressão de informação oficial nas mãos de autoridades do governo. A Colômbia foi na América Latina o país mais violento para o exercício da profissão, cobrando a vida de sete jornalistas, segundo o relatório. Repórteres também foram mortos na Argentina, República Dominicana, Guatemala e Peru. Governos da região também usaram pressão legal e econômica contra jornalistas, de acordo com o estudo. "É desesperador constatar", disse Fritz, "que apesar de todos os avanços feitos pela humanidade no último século, a maioria das pessoas do mundo ainda não tem permissão de desfrutar a liberdade de imprensa". O IPI é uma rede global de editores e executivos da mídia baseado em Viena.

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