Mais de 7 milhões saem para trabalhar fora de suas cidades
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quarta-feira, 25 de março de 2015
Luciana Nunes Leal<br>Agência Estado 
Rio Mais de 7 milhões de pessoas se deslocavam, em 2010, para trabalhar ou estudar em municípios diferentes daqueles em que moravam. O dado está em estudo inédito divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre concentrações urbanas e arranjos populacionais. Na Grande Concentração Urbana cujo núcleo é a cidade de São Paulo, com 36 municípios (incluindo a capital), 1,7 milhão de pessoas sai da cidade onde mora para trabalhar ou estudar. Na Grande Concentração Urbana cujo núcleo é o Rio de Janeiro, o número é de 1 milhão de pessoas.
Na região Sul, o estudo aponta que os maiores arranjos estão associados às metrópoles de Curitiba e Porto Alegre, ambos com populações próximas a 3 milhões de habitantes. Também são mencionados arranjos populacionais formados com população entre 350 mil e 1 milhão de habitantes, como Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu, no Paraná, o litoral norte de Santa Catarina, encabeçado pelas cidades de Joinville, Blumenau, Itajaí e Florianópolis, além de Criciúma, e a gaúcha Caxias do Sul.
O maior fluxo entre municípios do País é Guarulhos/São Paulo. No total, 146,3 mil pessoas se deslocam regularmente entre as duas cidades, segundo o Censo 2010. A grande maioria, 118.020 pessoas, sai de Guarulhos para trabalhar ou estudar na capital e 28.310 fazem o sentido contrário. O IBGE não aponta qual é a periodicidade do deslocamento, mas sabe-se que, em cidades vizinhas, trabalhadores e estudantes costumam fazer o trajeto de ida e volta diariamente.
Depois de São Paulo, as maiores concentrações urbanas do País são, pela ordem, Rio de Janeiro (21 municípios que somam 11,9 milhões de habitantes), Belo Horizonte (23 cidades com 4,7 milhões de habitantes) e Recife (15 municípios com 3,7 milhões de habitantes).
"É a primeira vez que o IBGE traz um quadro de municípios com forte relação entre si, desde pequenos arranjos populacionais, até grandes concentrações de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre. O que esse estudo nos mostra é que não dá para pensar política de transporte ou de saúde, por exemplo, isoladamente", diz a pesquisadora Mônica O'Neill.


