São Paulo, 28 (AE) - Mais de 500 perueiros protestaram hoje, na Praça Cívica Ulisses Guimarães, em frente do Palácio das Indústrias, sede da Prefeitura, no Parque D. Pedro. Exigiam que os 2.400 perueiros anteriormente legalizados tivessem preferência no cadastramento e não fossem submetidos a processos de licitação. Reivindicavam também o fim das apreensões de veículos.
Depois de três horas e meia, os perueiros conseguiram pouca coisa: cada proprietário, que terá direito a apenas uma perua, poderá contratar um empregado, permitindo que a lotação trabalhe durante 24 horas.
O benefício constará do substitutivo que os vereadores Milton Leite e Faria Lima apresentarão ao projeto que cria o serviço de lotação na cidade e deverá ser votado hoje na Câmara.
"O serviço é destinado a profissionais liberais e a fixação dessa norma é para inibir a formação de grupos empresariais, pois não queremos criar uma indústria do lotação", disse Meinberg.
Ao ser indagado por um perueiro se as apreensões continuariam, o secretário foi sutil: "A cidade precisa de ordem e o que exceder a lei terá de ser controlado, pois é necessário coibir o abuso."
No elevador da Prefeitura, Meinberg deixou claro que não será dada preferência aos perueiros que eram legalizados ou aos que entraram com pedidos de autorização.
"Depois de o projeto ser aprovado, o secretário dos Transportes baixará decreto, regulamentando o serviço e fixando os quesitos técnicos para a concessão da licença."

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