Viena, 05 (AE-AP) - O líder da extrema direita austríaca, Joerg Haider, cujo partido chegou ao poder pela primeira vez desde o pós- guerra, declarou hoje (05) que a população de seu país não tem de ficar preocupada com com o isolamento internacional, pois a nova coalizão no poder logo provará suas intenções democráticas.
Mas a formação de um governo integrado pelo Partido da Liberdade, de Haider, e os conservador Partido Popular Austríaco (OEVP) continua provocando violentos protestos de rua nas cidades autstríacas.
Mais de 50 pessoas, entre as quais 43 policiais, foram feridas nos violentos confrontos na noite de sexta-feira para sábado num elegante distrito comercial no centro da capital austríaco. A polícia usou jatos dágua e gás lacrimogêneo para dispersar cerca de 200 manifestantes que atiravam pedras coquetéis molotov. Grupos antidireitistas planejavam novos protestos hoje em Bregenz, Salzbrug, Graz e Steyr.
"Sim para a liberdade de opinião e o direito de manifestação. Não à violência", declarou Haider à agência austríaca APA, ao comentar os distúrbios em seu país esta semana. Ele definiu os manifestantes como "esquerdistas que não aceitam decisões democráticas.
Embora Haider esteja fazendo um grande esforço para moldar uma imagem de democrata, o comentário soou irônico, já que ele ganhou notoriedade internacional por ter feito campanha contra os imigrantes e destacado aspectos positivos do regime nazista - pelo qual nunca disfarçou sua simpatia.
Em represália à inclusão da extrema direita no poder, os outros 14 membros da União Européia (UE) adotaram na sexta-feira, dia da posse do governo, três sanções para isolar politicamente o país:suspensão das relações políticas, veto a todas as aspirações austríacas a cargos internacionais e redução dos contatos com os embaixadores austríacos a um nível meramente técnico. Os Estados Unidos e Israel retiraram seus embaixadores de Viena.
"A UE vai rapidamente acostumar-se com o fato de que o Partido da Liberdade agora faz parte do governo, que tem programas, experiência e bons modos", afirmou, ressalvando ainda que a áustria continua sendo um membro da das organizações européias. "A política da UE é definida somento nos conselhos ministeriais, onde as decisões têm de ser unânimes", lembrou Haider.

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